Um pouco além da discussão anterior

As empresas precisam conhecer seus clientes para saber como se comunicar com eles. Além das segmentações micro, compreender o contexto macro também é importante. Assim, entender a nova relação entre sociedade e tecnologia é fundamental.

Na modernidade a tecnologia representava a racionalização excessiva da vida social, que era orientada por um totalitarismo industrial e científico. Hoje, a tecnologia é instrumento de convivência comunitária, surgem novas formas de se relacionar a partir da técnica. Celulares, tabletes e notebooks integram a vida cotidiana e intermediam laços sociais.

O fortalecimento das comunidades na internet e seu uso para expressar sentimento, emoções e opiniões demonstra uma transformação do uso da tecnologia. É possível perceber essa mudança de paradigma através das artes. No cinema, por exemplo, o diretor Jacques Tati em 1958 com “Meu Tio” e em 1967 com “Playtime” fala da tecnologia moderna como algo que separa as pessoas, destrói vínculos sociais, torna suas vidas artificiais, mecânicas e entediantes. Em Meu Tio, um menino se divide entre a vida na casa dos pais, tecnológica, fria, impessoal e o universo lúdico e orgânico do seu tio. Confira:

Com a contemporaneidade, a nova compreensão que surge a respeito da tecnologia produz obras como “Ela”, filme de Spike Jonze que questiona os limites entre real e virtual. Ele trás uma rede de afetividades intermediadas pela tecnologia e inclusive provocadas por ela. Na trama, um homem apaixona-se por um sistema operacional, uma consciência artificial feminina, que o inspira e mostra novas formas de ver o mundo.

As empresas compreenderem esse contexto é essencial para que possam se comunicar bem com seus clientes, que fazem parte dessa nova sociabilidade afetiva, passional e lúdica. Assim, é importante que os vários canais de comunicação integrem a vida cotidiana dos clientes, para produzirem uma convivência com a marca e não apenas tratar da utilidade do produto ou serviço.

Anúncios

As faces da geração Y no mercado de trabalho

O termo geração Y, conhecido também por muitos como geração da internet, é formado por pessoas que nasceram após os anos 80 e vivenciam um período de muitos avanços tecnológicos. Comumente vemos referências da juventude autal à expressão Y. Dentro da lógica de sociabilidade, LOMBARDIA (2008) diz que a história de uma geração está baseada em um conjunto de vivências comuns, valores, visão de vida, cenário sociopolítico e a aproximação de idades. Os integrantes da geração Y são considerados filhos da tecnologia por representarem a primeira geração da história “totalmente imersa na interatividade, hiperestimulação e ambiente digital” (TAPSCOTT, 2008, p.1).

Tendo à disposição uma enorme variedade de ferramentas tecnológicas (onde praticamente não há vida sem o uso da tecnologia), muitos jovens são interpretados e julgados de forma negativa por pessoas de outras gerações. Podemos chamar isso de choque de gerações, visto que as diferenças no modo de agir e viver são diferentes, bem como a lógica de pensamento. Muitas empresas ficam com receio de contratar os jovens, seja por não acreditar na capacidade deste ou achar que ele trocará o trabalho por uma rede social no horário de serviço. A juventude moderna vem para mostrar o contrário.

Caráter de liderança, ânsia para conseguir cargos cada vez mais bem remunerados e valorizados, disposição, conhecimento tecnológico, autonomia em ambiente de trabalho, dinamização trabalhista e potencial empreendedor são algumas das características que se notam na geração Y.

“Os ‘Y’ é uma geração que tem menos medo de arriscar e já pensa em montar um negócio, em transformar uma ideia em realidade”, diz Carolina Pizolati Farah, no site Administradores, deixando evidente a determinação que esses jovens tem para concretizar ideias, uma vez estando dispostos e que atenda a sua realização profissional e pessoal. Pessoal, sim, outra especificação desta geração é que as pessoas buscam não só a satisfação profissional, mas um casamento desta com a realização pessoal, por isso muitas vezes os jovens mudam constantemente de emprego, ou até mesmo de curso na faculdade, mesmo estando próximos a se formar e quase sempre são criticados por isto.

O vídeo acima aborda de uma ótima forma os desafios dessa juventude que busca mostrar o seu potencial no que mais gostam de fazer. Ele ainda traz a discussão do choque de gerações. Por outro lado, a geração Y está sendo cada vez mais visada pelas empresas, principalmente por aquelas que já estão mais tecnologicamente avançadas e tem e preza pela dinamização no ambiente de trabalho sabendo da importância da satisfação dos empregados.

Dois exemplos que contribuem de forma significativa na vida desses jovens para a formação profissional são o programa Jovem Aprendiz e a dinâmica de uma Empresa Júnior. Os jovens têm a oportunidade de colocar em prática as suas ideias e habilidades, há quem acredite nessa capacidade. O Programa Petrobras Jovem Aprendiz, assim como o da Caixa Econômica Federal, ilustra um pouco os objetivos do projeto e os benefícios adquiridos para a juventude em geral. Nas empresas júnior, um dos objetivos é estimular o lado empreendedor desse jovem para a realização das atividades e manutenção do grupo, tendo como base a responsabilidade social e profissional.

Redes sociais e o estreitamento das relações clientes x empresas

Aquele velho canal de relacionamento das empresas e consumidores através de correspondência via Caixa Postal, canais de telefone via 0800 ou e-mails, com a chegada das redes sociais ficou digamos obsoleto. O crescimento dessas redes aliada a mudança de comportamento dos consumidores culminou na mudança radical nos canais e na velocidade da comunicação entre as empresas e seus clientes com a chegada da internet 2.0 e suas diversas ferramentas de compartilhamento de informações. Esta nova organização em termos comunicacionais forçou os empresários e suas equipes de Marketing e atendimento ao consumidor a se adaptarem afim de prestar um serviço melhor e mais rápido. O que mudou basicamente? As redes sociais tornaram as reclamações de clientes em relação a serviços e produtos, um verdadeiro megafone. Ha alguns anos esta relação se dava através de telefone, cartas ou e-mails e ficava restrito ao cliente e a empresa. Hoje, com o advento das redes sociais, a reclamação é vista pela empresa, pelo cliente e por todos os seguidores deste cliente. Protestos e informações que podem ser reproduzidas sem nenhum controle da empresa ou do próprio originário do texto.

Imagem

A imagem acima exemplifica bem como essa relação mudou com as novas mídias. A diferença do tempo de retorno e solução de problemas é gritante, se compararmos por exemplo, uma reclamação no PROCON a uma no Twitter. É importante pontuarmos também que, a variante nesses dois casos extremos irá depender da complexidade do problema. Questões com maior carga judicial geral  e naturalmente serão dirigidas ao PROCON.

As empresas tiveram de se reestruturar não só no atendimento e solução, mas também se criou uma nova necessidade: a de contratar empresas especializadas em analisar impactos de imagem nas redes sociais. Uma resposta impulsiva de uma organização a uma reclamação pode gerar problemas ainda maiores para a empresa, dado a capacidade multiplicadora que as redes sociais tem em sua essência. Então, cursos de atendimento para redes sociais estão se tornando mais comuns e procurados. E empresas que se dedicam a medir os impactos na web da imagem das empresas tem crescido consideravelmente.

 

Imagem

A velocidade na qual a resposta da empresa é exigida algumas vezes impacta na qualidade no retorno que é dado aos clientes, por isso qualificação, estudos de aprimoramento comunicacional e atendimento externo se mostram essenciais para o bom atendimento e um relacionamento amigável entre consumidores e empresas.

 

Do empreendedorismo à acessibilidade na internet

É praticamente indiscutível o poder que a internet exerce na sociedade, seja com consequências positivas ou negativas. Ela gera tendências, muda algumas concepções do mercado e incentiva novas ideias no mundo virtual. Pessoas, empresas, organizações mundiais, entre outras, são influenciadas diretamente pela potência e eficiência da internet. Grandes exemplos de empreendedores que usaram a internet e toda dinâmica da cibercultura para potencializar seus mercados são Michael Dell (Dell), Mark Zuckerberg (Facebook), Pierre Omydiar (eBay), Larry Page e Sergey Brin (criadores do Google), entre outros nomes anônimos e famosos.

São empreendimentos como do Groupon, que com compras coletivas pelo mundo inteiro consegue comprovar os benefícios da internet para a construção da imagem e dos serviços de uma instituição. É interessante destacar que por mais que um cadastro ou serviço virtual seja gratuito, como o Facebook por exemplo, tudo isso é uma estratégia para construção de uma base de potenciais consumidores, que serão alvo de publicidade online.

A universalidade da internet passa por respeitar a diversidade existente entre seus usuários. Assim, garantir a acessibilidade também é indispensável para promover a interação dos mais diversos grupos com conteúdos, produtos e serviços online. Facilitando tanto a comunicação interna e externa de uma empresa, esse recurso é extremamente importante na vida de um deficiente visual, por exemplo. Para a empresa, ela pode conseguir novos perfis de consumidores.

Foto: Reprodução Site.

Foto: Reprodução Site.

Para se considerar a acessibilidade como elemento essencial ao direito à cultura, partimos, num primeiro momento, do entendimento de acessibilidade em sentido abrangente, entendendo-a como o compromisso de melhorar a qualidade de vida não só de pessoas com deficiência ou idosos, mas também de todos os cidadãos.

Em 2004, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou o Decreto 5.296 que considera acessibilidade condição para utilização com segurança e autonomia, total ou assistida, inclusive em sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida (Art. 8). Dispõe ainda que as websites acessíveis às pessoas portadoras de deficiência conterão símbolo que represente a acessibilidade na rede mundial de computadores, a ser adotado nas respectivas páginas de entrada (capítulo. IV). Este decreto é conhecido como Lei de Acessibilidade.

Um estudo realizado por alunos do IHAC (Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos) da Universidade Federal da Bahia analisou os ambientes virtuais da UFBA inclusive o Portal da Universidade, e foi constatado que com excessão do Portal da Ufba, todos os sites analisados apresentam deficiência no que se refere a acessibilidade para portadores de deficiência visual. Rescentemente a universidade fez a entega de 23 tablets para alunos com deficiência visual ou com baixa visão. Os aparelhos estão equipados com softwares capazes de converter textos em audios para a assimilação desses alunos. A universidade hoje conta com o apoio do Núcleo de Assistência à Pessoa com Necessidades Especiais (NAPE), que fica localizado no PAF III.

O vídeo abaixo nos mostra as dificuldades de pessoas portadoras de deficiências ao acessar a internet. Problemas  na leitura de alguns sites e acesso aos seus sub-itens (principalmente em site de vendas), mas também encontramos algumas soluções para esses dilemas, como o desenvolvimento do link de site para conteúdos, no qual o link é posto no início da página que vai direto para o conteúdo e pressionando enter ele vai diretamente para a notícia.

São usados alguns exemplos, como o da psicóloga Leda Lúcia que é deficiente visual. Ela diz que sem a internet seria muito difícil para manter sua independência e autonomia, tanto no trabalho, como na vida pessoal. Leda usa a internet para ler jornais, revistas, fazer transações bancárias, pagamentos, compras, além, de participar de listas de discussões e fazer pesquisas sobre vários assuntos. Para isso, Leda utiliza o programa leitor de textos. Porém, esse programa não é aceito ainda em todos os sites.

Para as empresas, tornar suas páginas acessíveis é um compromisso de responsabilidade social e ainda uma forma de atender novos perfis de consumidores. Segundo o último Censo Demográfico realizado em 2010 pelo IBGE, 24% da população brasileira apresenta alguma das deficiências pesquisadas (mental, motora, visual e auditiva). Esses dados mostram a imensa quantidade de pessoas que, devido ao pouco investimento feito em acessibilidade pelas empresas, enfrentam dificuldades ao interagir com o ambiente virtual e não usufruem de suas facilidades e benefícios. Um posicionamento empreendedor considera esses números no seu plano de captação de clientes e respeita esses grupos enquanto consumidores e cidadãos. Identificar a necessidade e oferecer o produto que seja a solução é um dos maiores princípios do marketing. Assim, um ambiente virtual adaptado às necessidades dos portadores de deficiência vem atender a uma demanda real e inegável.

Entrando na Cibercultura

 

Parte da temática desta semana é voltada para o universo virtual, que permite, além de receber informações, selecionar as que se quer receber a partir da própria escolha que cada um tem ao acessar, produzir conteúdo, sendo este, através da internet, exposto para um público ampliado, e estabelecer uma conexão abrangente que permite falar, escutar e se agregar. Estamos falando sobre a Cibercultura, um espaço virtual, que muitos dizem ser matrix, pelo qual milhares de pessoas (usuários) transitam diariamente.

Para saber um pouco mais sobre este universo paralelo, separamos um vídeo no qual o professor André Lemos discorre sobre a Cibercultura: 

 

Charges e tirinhas tecnológicas

A partir dos temas abordados em sala durante esse período, analisaremos algumas tirinhas e charges que demonstram o uso da tecnologia e suas implicações na comunicação. O cartunista Laerte Coutinho, um dos principais quadrinistas do Brasil, reúne uma série de trabalhos relacionados à tecnologia. Em uma delas, a questão da obsolescência vem à tona, uma vez que o aparelho diz ser líder isolado e top de linha, mas imediatamente aparece outro equipamento com uma funcionalidade específica e totalmente diferente.

laerte-tecnologia-04

Na segunda ilustração, mostramos a charge sobre o spam (termo usado para referir-se aos e-mails não solicitados, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas). Sendo por um lado prejudicial às empresas, a Google possui uma ferramenta que calcula o custo de spam para empresas. Para fazer o cálculo, basta informar o número de funcionários, o quanto a empresa paga para eles e a quantidade de spam que eles recebem. O fato é que os spams precisam ser filtrados para que os usuários naveguem com tranquilidade e sem perca de tempo.

spam-porta-25

O cartunista Garlhado traz essa ilustração abaixo mostrando como as novas tecnologias estão à serviço da população e como de alguma forma podem alienar as pessoas, fazendo até com que elas esqueçam do principal que é o uso do cérebro nas ações cotidianas, armazenando boas ideias.

ch0011

Para completar a série, escolhemos essa ilustração do artista Leandro para mostrar o que foi discutido no tema da semana passada: o uso da tecnologia dentro das empresas, especificamente dos chats. Assim como tudo na vida, existe o lado positivo e negativo desse uso com os funcionários. Cabe exatamente ao chefe impor os limites.

ch0013

As empresas e os novos meios de comunicação interna

Tendo como base o debate sobre Convergência de mídias e Novas e Velhas mídias, a postagem do dia procura mostrar como os novos meios digitais facilitam a comunicação interna das empresas. Segundo o Sebrae, os principais objetivos de uma comunicação interna são difundir os conhecimentos adquiridos pelos empregados, diretores e proprietários, divulgar ações e envolver as equipes nas metas da organização. Existindo diversos meios para veicular e promover esse tipo de comunicação, o uso tecnólogico está devidamente inserido no contexto.

Muitas empresas ainda discutem a inserção de ferramentas instantâneas como MSN, Skype, entre outras, durante o expediente de trabalho, porém percebe-se que a proibição do uso desses aparatos pode excluir benefícios como agilidade e não reduzir os custos na comunicação interna e externa. Em determinados casos, há um controle por parte da empresa na liberação dos chats. Em outros, como o da Gestão de Micro e Pequenas Empresas (GMPE), é usado um sistema de chat corporativo onde os colaboradores podem interagir com os colegas de trabalho dentro ou fora da empresa. As principais vantagens podem ser conferidas aqui.

Além dos serviços de chats, existem as vídeoconferências, transferências de arquivos, chamadas VOIP e outros tantos nas mais diversas mídias. A recomendação é de que seja escolhida uma ferramenta segura para que possa ser controlada e monitorada pelos colaboradores e tenha uma rede restrita. Afinal, são informações das empresas e dos seus empregados que estão em jogo.

Na estreia do Papo da Vez, trazemos uma rápida entrevista com Patrícia Guedes (31 anos), Arquiteta da Superintendência de Projetos da Infraero, para falar sobre o chat que é usado entre os funcionários da empresa em que trabalha. Vale conferir mais um exemplo de como as novas mídias ajudam na comunicação interna das organizações.

Papo da Vez com Patrícia Guedes - Arquiteta da Superintendência de Projetos da Infraero.

Papo da Vez com Patrícia Guedes – Arquiteta da Superintendência de Projetos da Infraero.

Como funciona o sistema de chat da Infraero?

P.G: Então, o bate-papo aqui funciona nos mesmos moldes do MSN, até porque usamos um software da Microsoft também, o Microsoft Lync. Ele tem quase as mesmas funções do MSN: conversa em grupo, envio de arquivos, conversa de texto com possibilidade de formatação etc.

Quais são as situações que o chat é utilizado?

P.G: A gente usa mais para a comunicação interna mesmo. Como a empresa é federal, nós precisamos falar com pessoas do Brasil inteiro, então ele facilita bastante e agiliza a comunicação, porque em alguns lugares é mais viável e fácil falar pela internet do que pelo telefone.

Vocês chegam a utilizá-lo para situações mais informais? Já houve essa situação?

P.G: Não, a gente não usa pra qualquer tipo de comunicação, porque é informal demais, é como se fosse uma conversa ao vivo. Fora isso, o Manual de Redação Oficial da Presidência da República  não reconhece essa modalidade de comunicação como formal o suficiente para ser um documento. Quando a informação precisa ser ágil, mas precisa ser documentada, a gente opta pelo e-mail.

As novas mídias à serviço das empresas

Com o intuito de dialogar com os diferentes públicos e consumidores, as empresas vêm adotando estratégias para atingir e conquistar o público. Uma dessas ações é estar em constante evolução com as novas mídias digitais, dentro do campo da Comunicação. Há algum tempo atrás os escritos eram feitos na pedra, hoje o desafio é fazer uma publicação com no máximo 140 caracteres, por exemplo. Isso faz parte da cronologia evolucional, natural na modernidade, visto que um aparelho e uma mídia podem ser superados em pequenos intervalos de tempo.

Imagem representativa da evolução da comunicação.

Imagem representativa da evolução da comunicação.

Algumas empresas, que tinham como únicas fontes de promoção dos seus serviços e produtos a televisão e o rádio, passaram a investir na internet como ferramenta de interação com os clientes. Perceberam a necessidade de se adequar a um meio dinâmico, rápido e cheio de oportunidades. Um exemplo que podemos citar é o da empresa Iveco (uma das maiores produtoras de caminhões e ônibus do mundo que atua no Brasil), que mergulhou na estratégia de lançar um modelo de produto exclusivamente em blog, site e redes sociais.

A Amazon.com, empresa mais conceituada dos Estados Unidos, acaba de lançar um novo modelo de fazer compras, em que, através de um aparelho tecnológico, o cliente pode gravar o pedido ou captar o código de barras do produto para que seja gerada uma lista e as compras cheguem em casa com comodidade. Em outros tempos, as pessoas precisavam sair de casa para fazer compras no supermercado e enfrentar grandes filas. A crítica chega a dizer que a empresa quer fechar as portas dos supermercados, mas enfatiza o lucro que a Amazon terá com o recurso. Confira abaixo o vídeo explicativo do dispositivo.

O descarte de resíduos nas empresas

Uma das definições mais abrangentes de sustentabilidade diz que ser sustentável é aproveitar o que o mundo nos oferece, sem comprometer a disponibilidade para as futuras gerações. Nossa sociedade e nossos meios de produção são sem dúvidas grandes produtores de diversos resíduos que por sua vez não interagem com a natureza, tornando-se portanto, os chamados resíduos sólidos.

Numa perspectiva de padronizar, delimitar limites e otimizar o descarte destes resíduos o Governo Federal sancionou a Política Nacional de Resíduos sólidos, como pode-se ver no trecho a seguir:

“A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).”

O prazo delimitado para as empresas obedecerem é deste ano de 2014. Quando as diversas mudanças climáticas, aquecimento global, dentre outros fatores se tornaram o alvo dos holofotes mundiais as empresas se viram num ponto no qual a tomada de uma posição era necessária e estrategicamente positiva para sua imagem frente ao mercado consumidor.

Imagem

É comprovado, em pesquisas, que empresas sustentáveis e socialmente responsáveis são bem vistas aos olhos do consumidor, influenciando no poder de compra e impactando diretamente na imagem corporativa. As organizações que interagem com o tema adotam também políticas de responsabilidade social, para assim atingir uma parcela de clientes chamando a atenção para este aspecto da empresa. Um aspecto que a eleva a um status de “cuidadora” do meio ambiente. Um dos maiores destaques neste assunto é o programa de neutralização do carbono pela Natura que se destaca pela sua eficácia e reconhecimento e promove esse perfil sustentável em suas campanhas publicitárias. Neste programa empresa assumiu, o compromisso de neutralizar 100% das emissões de gases de efeito estufa ocorridas em todas as etapas de sua cadeia produtiva.

Imagem

Além da Natura, outras empresas aderiram ao “Marketing Verde” como estratégia de comunicação:

  • Grupo Abril – Desenvolve o projeto Planeta Sustentável, e tem como uma das grandes preocupações as consequências oriundas do aquecimento global. Disponibiliza uma página na web com conteúdo de qualidade e, principalmente, com o objetivo de conscientizar a população sobre os benefícios que pequenas ações podem trazer. Saiba mais em:http://planetasustentavel.abril.com.br/energia/
  • Santander – O grupo investe em publicidade e propaganda para passar a mensagem ao seu público de que é uma empresa que pratica o desenvolvimento sustentável. Possui uma política de engajamento de stakeholders onde traça objetivos aos seus públicos de interesse.
  • O Boticário – Pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente, o Grupo Boticário também vê a sustentabilidade como projeto obrigatório para o empreendedorismo. A Fundação do Grupo Boticário de Proteção à Natureza abriu caminhos para que a empresa enxergasse a sustentabilidade como uma nova forma de fazer negócios. A instituição devolve o seu compromisso com o meio ambiente através de diversas ações. Conheça elas neste link.

Fontes:

http://www.mma.gov.br/pol%C3%ADtica-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos http://www.comunicacaoetendencias.com.br/sustentabilidade-preocupacao-com-o-futuro-ou-estrategia-de-marketin http://naturaekos.com.br/tecnologias-verdes/programa-carbono-neutro/

Obsolescência, lixo eletrônico e reciclagem

A temática da semana envolve Inovação e Obsolescência Programada e suas consequências para a sociedade. Para ficar mais antenado sobre o tema, selecionamos um vídeo no qual o ativista Felipe Fonseca fala, em entrevista para a EBC na Rede, a respeito da obsolescência, do lixo eletrônico e da sua reciclagem. Ele aborda também a urgência de políticas de reciclagem.