Ciberativismo em debate

Ciberativismo é uma mobilização em rede, que utiliza dispositivos eletrônicos como canal para defender alguma causa, geralmente ideais políticos, sociais ou ambientais. Esse tipo de militância pode ser utilizada por instituições, minorias sociais, empresas, movimentos sociais ou mesmo indivíduos. O Ativismo Digital é uma maneira transversal de divulgação e informações, possibilitada pelo espaço democrático da web, em que qualquer pessoa pode iniciar uma campanha, abaixo assinado, promover uma mobilização ou mesmo criar conteúdos em defesa de algum ideal. O ciberativismo é uma forma de expressão alternativa aos meios de comunicação tradicionais e tem inclusive o poder de alterar o agendamento dessas mídias.

O ciberativismo perpassa por diversos temas e reivindicações de lutas sociais: questões ambientais, lutas de gênero são apenas dois duas das várias vertentes que se utilizam da internet para divulgação e mobilização.

Dentro do ciberativismo ambiental temos o exemplo do Greenpeace, que  faz uso desta ferramenta desde 1998.  Hoje, mais de 60% dos colaboradores de suas ações são oriundos da Internet. A organização não-governamental World Wildlife Fund (WWF) também utiliza a internet para unir forças entre os mais de 5 milhões de colaboradores no mundo. Através do Passaporte Panda, portal mantido pela ONG, o internauta pode participar de diversas campanhas de mobilização para solucionar questões urgentes para a conservação da natureza no globo.

O Ciberativismo feminista tem crescido significativamente e ganhado destaque. O movimento que vem crescendo gradativamente vem obtendo força nas redes com o engajamento e a construção de laços nas comunidades virtuais. Exemplos disso são os blogs Ativismo de Sofá criado por um grupo de amigas oriundas da comunidade do Orkut “Mulheres que não sabem provocar” Kelly Campos, Paula Mariá, Thais Campolina, Natalia Mendonça e Flavia Simas, o blog Gorda e Sapatão criado e alimentado pela paulistana Jéssica Ipólito e o site Lugar de Mulher, criado pela escritora Clara Averbuck juntamente com as blogueiras Ana Paula Barbi e Mari Messias. Nesses espaços são expostos e debatidos temas como relações livres, lesbianidade, bodypositive, feminismo, negritude, opressões sociais, entre outros. A força desse movimento pode ser exemplificado com a “Marcha das Vadias”, manifestação contra a violência contra a mulher. A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo 4 de junho de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez, e a escritora paraguaia Solange De-Ré. Após o anúncio do evento com a criação de uma página no Facebook, mais de 6 mil pessoas confirmaram presença.

 Manifestante na Marcha das Vadias de São Paulo. 2011Manifestante na Marcha das Vadias de São Paulo. 2011

Há também exemplos de ciberativismo de indivíduos. Como mostra o  documentário No Impact Man, que acompanha o projeto de Colin Beavan e sua família, de passar 1 ano reduzindo tanto quanto possível o próprio impacto no meio ambiente. Através do site http://noimpactproject.org/. Colin conta as descobertas e as dificuldades de permanecer no desafio, que incluem uma alimentação vegetariana, com produtos adquiridos apenas de agricultores locais, uso exclusivo de transportes movidos por tração humana, produzir o mínimo possível de lixo, eliminando o consumo de produtos que tenham embalagens e por fim, aos 6 meses de projeto, eles iniciaram a etapa de desligar a energia elétrica do apartamento. Todo o processo foi compartilhado na rede e a militância quase diária de Colin no site ganhou espaço também na rua em palestras e workshops ministrados por ele. O projeto é um exemplo de ciberativismo que ganhou destaque em todo o mundo, e foi amplamente discutido e divulgado.

noimpact

 

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