Encontros e despedidas: um balanço final

O tema do nosso blog não é musical, mas escolhemos a música “Encontros e despedidas” (composição de Milton Nascimento e Fernando Brant) para encerrar as nossas atividades aqui no Emprenologia. Foram mais de 4 meses ao longo desse semestre, discutindo os temas relacionados à Comunicação e Tecnologia. Foram 10 temas até aqui, 22 postagens nossas e isso trouxe um novo olhar sobre os assuntos abordados dentro e fora da sala de aula. Fazer de casa o local de pesquisa e tornar a aula o momento de explanação dos conteúdos encontrados, na experiência inédita do professor André Lemos com o flipped class, trouxe um resultado bastante positivo para cada um que escreve nesse blog.

Se a vida é feita de encontros e despedidas, a nossa disciplina também promoveu essa conexão. Encontramos novos significados ao debate o que é tecnologia e obsolescência programada, as velhas e novas mídias inseridas dentro do ambiente empresarial, a arte inserida na tecnologia, entre outras coisas. As despedidas ficaram por conta dos que não conseguiram chegar até o final da disciplina COM104 da Facom/UFBA e dos que chegaram, como nós, até o fim de todas as discussões. A maior dificuldade foi relacionar alguns temas da semana com o tema geral desse blog (Gestão e Comunicação Empresarial), mas isso foi superado ao longo do semestre acadêmico.

Entendemos que o relacionamento entre tecnologia e empresa ocorre em 3 níveis: o das pessoas (indivíduos), o dos grupos de indivíduos e da empresa como um todo. Procuramos trazer o debate da utilização da tecnologia na comunicação interna e externa das instituições empresariais para compreender a dinâmica das novas tecnologias que surgem a cada momento.

Queremos agradecer a atenção de todos que acompanharam o blog Emprenologia, ao professor pela paciência e conhecimento, a Lara Perl pela atenção e cuidado e a todos os colegas de turma por dividirem informações valiosas sobre a discussão da tecnologia nos tempos modernos. O tempo é de despedida, mas o nosso conhecimento adquirido é eterno.

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Comunicação organizacional

A comunicação é fator crucial para a estrutura de qualquer organização. Ela permite a circulação da informação necessaria para a administração de todas as tarefas e processos, dialogando com o publico interno e externo. As novas tecnologias da comunicação alteram a maneira como se estabelecem essas relações, impondo novos ritmos, novos modelos de sociabilidade e formas de expressão.

A internet se constituiu como espaço democrático de produção e compartilhamento de conteúdos, invertendo a lógica vertical da comunicação de massas, tipicas da televisão, do jornal e do radio, que ditavam para uma multidão as questões que estariam em pauta e seus modelos de transmissão. Agora, o lugar é das mídias sociais, como o Twitter, Facebook e WhatsApp, onde os indivíduos em rede é que farão a informação circular e terão um grande poder de alterar os agendamentos midiáticos. Os dispositivos móveis passam a ser ferramenta indispensável na vida cotidiana e no gerenciamento das relações sociais, sejam afetivas, comerciais, de trabalho. Todas elas atravessadas por linguagens muito particulares, que exigem o desenvolvimento de novas habilidades.

È essencial para qualquer organização acompanhar essas transformações que ocorrem nas várias esferas da vida dos seus públicos, para criar um diálogo efetivo, tanto no marketing como na comunicação interna.

Um exemplo da importância do monitoramento e identificação das necessidades do seu público foi a reação da rede Spoleto, ao lançamento de um vídeo no You Tube pelo canal Porta dos Fundos o qual ironizava o tipo de atendimento dado pela loja a seus clientes.

Imagem retirada do Tumblr "Fundos da Porta"

O ator Fábio Porchat em cena no viral “Spoleto”. Imagem retirada do Tumblr “Fundos da Porta”

 

 

 

 

 

 

 

Bom, ao invés de acontecer um colapso no departamento de marketing, de relações públicas, departamento jurídico e até mesmo da área de assessoria de imprensa, a empresa teve uma ação que surpreendeu positivamente seus clientes e motivou elogios de profissionais da área de relações públicas. O Spoleto convocou a equipe do canal para uma reunião  e ao final da mesma, estava fechado o patrocínio do vídeo bem como a “encomenda” de um novo material em resposta ao primeiro viral que a esta altura já tinha ganhado o Brasil com milhões de acessos. Até a finalização deste post o vídeo contava com um total de 10.114.593 de visualizações.

A seguir, veja o vídeo original, que após parceria com a empresa mudou o nome original “Fast Food” para “Spoleto” e na sequência sua segunda versão que hoje conta com 4.412.470 de acessos.

 

Vídeo 01

Vídeo 02

 

A ação da Spoleto com o Porta dos fundos ainda ganhou uma terceira sequência e foi a porta de entrada para outras empresas que viram no canal, e no crescente alcance dos vídeos da produtora no You Tube, como Visa, Dorflex e Kuat firmarem parcerias e utilizarem desse canal para suas campanhas (para ver os vídeos correspondentes às empresas citadas basta clicar nos links). Em entrevista ao Estadão em maio de 2013, Antonio Moreira Leite, diretor de Marketink da rede Spoleto afirmou que ” O Porta dos Fundos pôs as redes em outro nível para nós”. Isso representa o reconhecimento de outras plataformas para uma comunicação mais eficiente e dinâmica na relação empresa clientes. A entrevista completa pode ser conferida neste link.

GPS: como esse dispositivo gera benefícios às empresas

Na postagem passada falamos sobre mídias locativas e citamos algumas ferramentas inseridas nesse contexto. Uma delas, o GPS (Global Positioning System), que traduzido é nomeado como Sistema de Posicionamento Global, permite a localização em movimento através de dados informacionais trocados através de satélite .

Utilizado inicialmente em aviação e navegação marítima, hoje o GPS se tornou um dispositivo acessível às demais  pessoas e tem um papel significativo em organizações das empresas. Sejam os serviços que utilizam GPS prestados pela própria empresa ou terceirizadas, esta ferramenta é uma ótima forma de agilizar demandas, como, por exemplo, quando há necessidade de entrega de produto e transporte de material.

O vídeo a seguir mostra a eficiência e a facilidade que o GPS traz à organização de forma estratégica de uma empresa, tendo a extensão dos mercados, superando a concorrência, maior produtividade e sendo mais seguro. Com isso os clientes também ficam mais satisfeitos. E abaixo deste um outro vídeo no qual o técnico de comunicação da empresa de transporte Guanabara, Fábio Saraiva,fala sobre a contribuição do dispositivo no empreendimento.

GPS de Entel Empresas- Entel

A Importância do GPS em Uma Empresa

Mídias Locativas

As mídias locativas são uma combinação de dispositivos móveis, processos e tecnologias de posicionamento, que organizam informações ligadas à espaços geográficos, com uma multiplicidade de agentes e finalidades. Essas novas mídias permitem a integração dos usuários com as diversas dimensões da cidade em que vivem, e também a exploração criativa dos lugares por onde passam. Assim, emergem   formas novas de ofertar serviços, de organização colaborativa, de participação política, de contar histórias, dessa maneira as informações sobre os espaços vão se acumulando em camadas, indo na contramão dos discursos oficiais sobre o mesmo local.

Essas mídias ampliam o sentido tradicional de deslocamento pelos espaços, por criarem novos modos de interagir com o meio e com a coletividade.

Alguns exemplos que ilustram diversas formas de explorar as mídias locativas:

Mapa do Amor

Usuários podem marcar pontos da cidade de São Paulo onde viveram um momento especial.

http://imagemapps.herokuapp.com/mapadoamor/

Cidade Legal

Aplicativo colaborativo, em que as pessoas relatam problemas e trocam informações sobre sua cidade.

http://cidadelegal.com/#

Polissonorum

Roteiro audio-visual com informações sobre diversos pontos turísticos do Rio de Janeiro, que posiciona os usuários no mapa e os orienta sobre como chegar em cada local.

http://www.polissonorum.com/

Achei! Caruaru

Aplicativo oficial de turismo de Caruaru, fornece informações sobre diversos serviços de interesse turístico.

http://acheicaruaru.com.br/

Ingress

Jogo baseado em geo-localização, com plataforma multi-jogadores, que percorrem fisicamente as ruas da cidade, cumprindo as missões descritas no aplicativo.

https://www.ingress.com/

Táxi Beat e Resolve Aí

Aplicativos que intermediam o serviço de táxi, e permitem o compartilhamento de informações sobre a qualidade do serviço de cada carro.

XMap360

Aplicativo de vigilância; permite seguir no mapa todos os contatos que o usurário tem no telefone. O usuário rastreado também pode adicionar informações a respeito do local por onde está passando.

http://www.xmap360.com/

Referência: Santaella, Lúcia. A ecologia pluralista das mídias locativas, 2008.

Vendendo emoções

O surgimento das novas tecnologias, novos instrumentos de comunicação cada vez mais ágeis e cada vez mais dinâmicos criou uma geração de consumidores que querem mais do que apenas o produto em si. Querem mais. Percebendo isso as empresas entenderam essa necessidade e passaram a vender mais do que um objeto, mas vender emoções. “Magazine Luiza – Vem ser feliz!”, um slogan que ultimamente tem martelado a cabeça dos telespectadores.

A gigante varejista Magazine Luiza , traz em suas chamadas além da proposta de felicidade a criação de um personagem virtual, a “Lu”, que está sempre a postos para ajudar os consumidores e encontrar as melhores ofertas sempre. A personagem é representada através de uma reprodução em 2D de uma mulher jovem, articulada e prestativa. Possui inclusive um portal especial chamado Portal da Lu , onde a personificação do espírito atencioso da loja dá dicas e esclarece dúvidas sobre produtos e serviços da Magazine.

Magazine LuizaTudo está ligado a emoção. Ao sentimento de acolhimento que a loja se propõe a fazer. Enquanto os concorrentes anunciam através de chamadas quase que pirotécnicas e aos berros, a Magazine Luiza vem na contramão, oferecendo seus produtos através de um “conforto” de um lugar que não só te dá preços, mas facilidades, tranquilidade e atenção.

Numa ação parecida com esta, uma marca de farinha de trigo foi além do mero anúncio e criou uma campanha baseada em sonhos. A Finna , através da agência Propeg criou a campanha Sonhalize a qual exibe vídeos com histórias de mulheres que realizaram sonhos. Estes estão ligados ao consumo do produto, que por sua vez está diretamente ligado a possibilidade de concretização de um desejo pessoal. A Finna, deixou de vender farinha de trigo pra vender sonhos.

É curioso e instigante ver em ambos os casos as ferramentas utilizadas para buscar a resolução para a distância que existe entre as matrizes empresariais e seus consumidores: Trazer o cliente para a empresa, aproximá-lo do produto, fazê-lo crer que há alí algo mais do que simplesmente vender, mas mudar suas vidas através da criação de tendenciosos laços afetivos.

Um mundo de tecnologia por trás da Copa do Mundo FIFA 2014

Sim, vai ter Copa! Está tendo Copa! Meses atrás, vimos diversas manifestações contra a realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil. Do anúncio do mundial no país até o seu acontecimento, grandes discussões tomaram as redes sociais, as ruas e o próprio governo brasileiro. As empresas e todo o business que envolve a Copa também precisaram passar por diversas adaptações para melhorar a estrutura e o atendimento. A tecnologia e a ciência são ferramentas que estão contribuindo para as empresas do mundo inteiro que participam do evento futebolístico.

Quando todas as empresas e serviços pensam e se voltam para a Copa do Mundo, a criatividade precisa falar mais alto e os atrativos para os seus clientes e telespectadores também. As empresas de conexão banda larga estão com um desafio pela frente em manter a qualidade da internet. A Anatel, por exemplo, conseguiu garantir a banda larga de quarta geração em todas as cidades sedes. Todos os estádios possuem uma antena 4G na estrutura.

mobponto1

Recife é a cidade sede com o maior parque de TI (Tecnologia da Informação) do Nordeste: Porto Digital. O parque abriga 240 empresas do nacionais e internacionais e desde maio um aplicativo para iOS e Android mostra aos usuários de Recife as linhas de ônibus e o tempo que o transporte vai levar para chegar ao local. Por meio de carregamento solar, os turistas também podem recarregar baterias de celulares, smartphones e outros dispositivos.

Os próprios estádios da Copa dão um show de tecnologia, sejam nas câmeras, iluminação, segurança, catracas, etc. Todos os estádios possuem câmeras que monitoram o público. Só na Itapiava Arena Fonte Nova, em Salvador, existem 227 câmeras espalhadas pelos setores do estádio. Outra tecnologia que vem ganhando destaque na edição do mundial é a produzida pela empresa GoalControl. O projeto traz 7 câmeras espalhadas em pontos ideais para mapear o campo de jogo e saber onde a bola está, inclusive se ela entrou na rede. Toda a tecnologia é em alta definição.

As empresas de televisão também não ficam de fora desses atrativos tecnológicos para a Copa. A Rede Globo criou dezenas de aplicativos para interagir com o público durante e depois dos jogos. O Aplicativo Globo, por exemplo, criado para oferecer interatividade entre os usuários e conteúdo complementar à programação com estatísticas, escalações e até um chat, bateu 1 milhão de downloads em menos de duas semanas. O aplicativo do canal SporTV: Copa do Mundo da Fifa, para dispositivos Android e iOS, transmite ao vivo todas as partidas usando sinal da internet. O usuário precisa ser assinante do canal em alguma TV por assinatura.

Resta saber se todos esses avanços serão mantidos pelas empresas depois da Copa no Brasil. Por mais que sejam ferramentas destinadas ao futebol, óbvio que também podem ser utilizadas em outros tipos de esportes e para as Olimpíadas de 2016 no Rio. Os países que já sediaram um mundial da FIFA foram bastantes beneficiados com a estrutura promovida por conta do evento. A população continuou sendo beneficiada e as lembranças costumam ser agradáveis. O Brasil e as empresas nacionais não devem decepcionar. A Copa é um grande aprendizado.

Ciberativismo em debate

Ciberativismo é uma mobilização em rede, que utiliza dispositivos eletrônicos como canal para defender alguma causa, geralmente ideais políticos, sociais ou ambientais. Esse tipo de militância pode ser utilizada por instituições, minorias sociais, empresas, movimentos sociais ou mesmo indivíduos. O Ativismo Digital é uma maneira transversal de divulgação e informações, possibilitada pelo espaço democrático da web, em que qualquer pessoa pode iniciar uma campanha, abaixo assinado, promover uma mobilização ou mesmo criar conteúdos em defesa de algum ideal. O ciberativismo é uma forma de expressão alternativa aos meios de comunicação tradicionais e tem inclusive o poder de alterar o agendamento dessas mídias.

O ciberativismo perpassa por diversos temas e reivindicações de lutas sociais: questões ambientais, lutas de gênero são apenas dois duas das várias vertentes que se utilizam da internet para divulgação e mobilização.

Dentro do ciberativismo ambiental temos o exemplo do Greenpeace, que  faz uso desta ferramenta desde 1998.  Hoje, mais de 60% dos colaboradores de suas ações são oriundos da Internet. A organização não-governamental World Wildlife Fund (WWF) também utiliza a internet para unir forças entre os mais de 5 milhões de colaboradores no mundo. Através do Passaporte Panda, portal mantido pela ONG, o internauta pode participar de diversas campanhas de mobilização para solucionar questões urgentes para a conservação da natureza no globo.

O Ciberativismo feminista tem crescido significativamente e ganhado destaque. O movimento que vem crescendo gradativamente vem obtendo força nas redes com o engajamento e a construção de laços nas comunidades virtuais. Exemplos disso são os blogs Ativismo de Sofá criado por um grupo de amigas oriundas da comunidade do Orkut “Mulheres que não sabem provocar” Kelly Campos, Paula Mariá, Thais Campolina, Natalia Mendonça e Flavia Simas, o blog Gorda e Sapatão criado e alimentado pela paulistana Jéssica Ipólito e o site Lugar de Mulher, criado pela escritora Clara Averbuck juntamente com as blogueiras Ana Paula Barbi e Mari Messias. Nesses espaços são expostos e debatidos temas como relações livres, lesbianidade, bodypositive, feminismo, negritude, opressões sociais, entre outros. A força desse movimento pode ser exemplificado com a “Marcha das Vadias”, manifestação contra a violência contra a mulher. A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo 4 de junho de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez, e a escritora paraguaia Solange De-Ré. Após o anúncio do evento com a criação de uma página no Facebook, mais de 6 mil pessoas confirmaram presença.

 Manifestante na Marcha das Vadias de São Paulo. 2011Manifestante na Marcha das Vadias de São Paulo. 2011

Há também exemplos de ciberativismo de indivíduos. Como mostra o  documentário No Impact Man, que acompanha o projeto de Colin Beavan e sua família, de passar 1 ano reduzindo tanto quanto possível o próprio impacto no meio ambiente. Através do site http://noimpactproject.org/. Colin conta as descobertas e as dificuldades de permanecer no desafio, que incluem uma alimentação vegetariana, com produtos adquiridos apenas de agricultores locais, uso exclusivo de transportes movidos por tração humana, produzir o mínimo possível de lixo, eliminando o consumo de produtos que tenham embalagens e por fim, aos 6 meses de projeto, eles iniciaram a etapa de desligar a energia elétrica do apartamento. Todo o processo foi compartilhado na rede e a militância quase diária de Colin no site ganhou espaço também na rua em palestras e workshops ministrados por ele. O projeto é um exemplo de ciberativismo que ganhou destaque em todo o mundo, e foi amplamente discutido e divulgado.

noimpact

 

Você está por dentro da Cloud Computing?

 

Traduzida no Brasil como ‘computação em nuvem’, esta dinâmica atenta para a utilização de ferramentas (como algumas semelhantes as do microssoft oficce), o com

partilhamento integrado, ainda sendo possível ,em alguns casos, um mesmo documento ser editado por uma ou muitas outras pessoas ao mesmo tempo. Este ‘dispositivo’ ainda revoluciona a tecnologia e aumenta a segurança em relação ao armazenamento dos documentos digitais, uma vez que, permite salvar em nuvem-através da conexão à internet-  e\ou em mais de uma máquina.

As possibilidades e facilidades que uma empresa tem ao utilizar a dinâmica de nuvem são inúmeras, desde a diminuição de tempo para se exercer alguma atividade até o custo financeiro para a execução delas.

Para que você entenda melhor sobre as possibilidades do Cloud Computing no setor empresarial, separamos alguns vídeos explicativos que podem ser visualizados abaixo:

O que é Cloud Computing?

Canal: InterinfoBR

Cloud computing e Software as a Service

canal:Endeavor Brasil

Quando a tecnologia está a favor da democracia

Discutindo “Internet e Política”, a postagem de hoje contempla a democracia através da tecnologia e o exercício da cidadania. O conceito de democracia, “coisa do povo” (surgido na Grécia Antiga), onde as pessoas têm liberdade para escolher seus governantes, permanece até hoje. Porém, com a evolução da internet e dos meios comunicacionais, os tempos mudaram e a democracia reconfigurou-se, como no caso do termo ciberdemocracia.

Com os avanços tecnológicos, o panorama da sociedade democrática vem se atualizando e fazendo com que mais pessoas sejam inseridas nesse diálogo. Mas afinal, o que é ciberdemocracia? Ciberdemocracia, também conhecida como democracia virtual, é um meio de permitir a interação entre o público e os assuntos da democracia. Uma espécie de facilitador dos diálogos entre o cidadão e o Estado com o uso da internet. Essa conexão com o poder público através das tecnologias só tendem a aumentar a participação popular nas decisões locais e nacionais.

Pierre Lévy afirma que “os destinos da democracia e do ciberespaço estão amplamente ligados”. Isso porque há uma forte ligação  do tema da semana com o assunto. A partir dessa lógica, entra a deliberação online, em que discutimos as práticas online que são bases para a relação governo e sociedade. Pensando nisso, encontramos o exemplo da empresa Webcitizen. Fundada pelo publicitário mineiro Fernando Barreto (foto), desenvolve sistemas especializados em engajamento cívico pela internet. Barreto A empresa criou a plataforma Vote na Web que armazena utilizando-se de um layout convidativo os projetos de lei em votação no Senado e na Câmara.

Funciona da seguinte maneira: O portal expõe os projetos de lei em trâmite de votação e lá o cidadão pode votar contra ou a favor, além de acompanhar as atividades dos parlamentares sabendo quem votou e como votou. Todos os deputados e senadores têm uma página no site que funciona como uma espécie de ficha, onde mostra sua trajetória até alí. “Temos como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública e privada, promovendo um diálogo colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.” diz a home do site da Webcitizen.

Nesse vídeo, numa entrevista concedida para a revista Veja em 2010, Fernando Barreto fala um pouco mais sobre a criação do Vote na Web.

Hoje, a Webcitizen desenvolve, além do Vote na Web, plataformas digitais com conteúdos colaborativos que estimulam cidadãos a pensar e propor melhorias para seus estados, melhorias no sistema de adoção no Brasil além de temas como soluções para diminuir os impactos das mudanças climáticas e divulgação e estímulo das mais diversas ações sociais. Além disso a empresa foi a primeira a patrocinar a edição brasileira de um dos maiores eventos disseminadores de idéias e conhecimento muldial, o TEDx.

A arte eletrônica como nova alternativa para investimentos em cultura

Através das leis de incentivo à cultura, inúmeras empresas têm investido seus recursos no patrocíonio de uma modalidade nova de expressão: a arte eletrônica, ou ciber-arte. O Itaú mantém desde 2002 uma série de ações de incentivo associadas à arte e tecnologia, como o  programa Rumos da Arte Cibernética, que financia desde pesquisas ao desenvolvimento de projetos artísticos ligados ao meio eletrônico. A Natura, pelo Natura Musical, a partir de 2014, também irá apoiar projetos que sejam inteiramente produzidos por meio digital. Já os correios, pelo quinto ano consecutivo promove o Continuum – Festival de Arte e Tecnologia do Recife, que reúne projeto de diversas linguagens dentro desse estilo de arte.

Mas afinal, o que é arte eletrônica?

Originada na década de 70, essa expressão artística se utiliza das novas tecnologias da informática e das redes de comunicação para criar uma linguagem não linear, interativa, onde autor e público se confundem.

Criadas através da lógica binaria da informática, essas obras não são a representação de um modelo real do mundo, são uma simulação dele.  Imagens virtuais que dispensam o contato com o objeto original , como nos media analógicos – vídeo, fotografia.